quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Algo sobre o Conhecimento.


Desde a Grécia Antiga, o homem busca uma definição para o conhecimento. A partir dessa época e pelo decorrer dos séculos, surgiram vários pensadores que criaram suas próprias definições sobre o assunto. Mas, algo tão abrangente como o conhecimento não poderia ter apenas uma definição. Com isso, percebemos que existem diferentes tipos de conhecimento também, como o Conhecimento Vulgar ou Empírico, o Conhecimento Científico, o Conhecimento Filosófico e o Conhecimento Teológico.
O Conhecimento Vulgar ou Empírico surge em cada pessoa a partir do cotidiano, do senso comum, dos ensinamentos hereditários e familiares. Não exige reflexão por parte do indivíduo. Ocorre pela aceitação do que lhe é ensinado, e voltado para a pessoalidade de quem passa o ensinamento a diante. Por exemplo, uma mãe a ensinar um filho como se faz a pão, diz a ele para colocar um pequeno pedaço da massa pronta em um copo de água, enquanto o restante “descansa”. Quando essa quantidade que estiver na água, sair do fundo do copo e for para a superfície, o pão estará pronto para ir ao forno. A mãe, provavelmente, aprendeu isso com alguma pessoa mais velha e nunca questionou qual a relação entre o pedaço que está no copo de água e o tempo para levar o restante ao forno.
Dentro desse conhecimento que foi retratado, o empirismo tem como base o conhecimento pelas qualidades plausíveis dos objetos, que seria o Conhecimento Físico ou Sensorial, como a sensação fira ao tomar um sorvete; e, também, o conhecimento através das memórias presentes em cada ser, denominado Conhecimento Intelectual, como ao ver uma imagem de uma praia e sentir-se bem, devido a boas lembranças tidas no lugar. Há ainda o Conhecimento Misto que mistura esses dois últimos conhecimentos citados, por exemplo, ao tomar um sorvete para refrescar-se e lembrar-se de bons momentos em uma praia.
O Conhecimento Científico resulta da necessidade do homem usar a natureza para benefício próprio. Os sistemas utilizados por esse conhecimento para investigar, verificar e provar um questionamento; fazem surgir as Ciências, que são as diferentes especialidades do Conhecimento Científico. Além disso, uma característica desse conhecimento é de Não Ser Finito, ou seja, uma teoria até então elaborada e provada, pode sofrer alterações devidas a novas descobertas. No século XVII, em seu livro Principia Mathematica, Isaac Newton descreve que os objetos no universo atraem uns aos outros, e isso ocorre por uma linha que passa pelos centros desses objetos. Para um objeto presente na Terra, essa teoria fazia sentido e podia ser provada através de cálculos. Porém, para corpos de dimensões espaciais, o cálculo serviria para comprovação da atração se eles fossem esfericamente simétricos, sendo assim, não era possível calcular a atração entre corpos espaciais que não tivessem essas características. Newton trabalhava com a ideia de espaço e tempo serem grandezas separadas. Até aquela época, essa questão de espaço e tempo serem separados era aceito, pois não haviam chegado a algum questionamento, no qual isso seria um impasse. Isaac Newton retardou durante certo tempo a publicação do seu livro, justamente porque ele havia chegado nessa questão referida, a qual ele não possuía resposta. Mas, no século XX, Albert Eintein consegue unir espaço e tempo, transformando-os em uma única grandeza. Ele cria, então, a Teoria Geral da Relatividade, que consegue fazer os cálculos que não eram possibilitados pela teoria Newtoniana.
O Conhecimento Filosófico é tido pela reflexão que o homem é capaz de fazer. Não há necessidade de ser provada. Problematiza o saber. Muitas vezes, o Conhecimento Filosófico torna-se ideologia. Por exemplo, o Marxismo conceitua o homem como um ser social histórico, capaz de trabalhar. Através da igualdade em valor dos serviços, principalmente do proletariado, seria possível criar uma sociedade igualitária e justa. Essa teoria, com base filosófica, é racional; surgiu a partir de um problema, que é a desigualdade social; e não pode ser mensurada.
O Conhecimento Teológico é concebido pela fé. O indivíduo apenas acredita. Nada é provado, vivido ou visto, mas tudo é feito pela crença em uma ou mais divindades. O Cristianismo crê em Cristo como o messias que morreu para salvar a humanidade, e não há necessidade que isso seja provado, apenas a fé é o suficiente.


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