segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Um pouco da História da Arte na escultura

No período pré-histórico, a escultura era presente. Na época Paleolítica, nota-se o grande foco nas figuras femininas. Nesse período foi realizada a Vênus de Willendorf. Na época Neolítica, houve o desenvolvimento da manipulação do metal. Então, as esculturas passaram a serem feitas, também, a partir desse material. 

Na escultura egípcia, os deuses e faraós não possuíam traços de emoções, pois o objetivo era transmitir um ideal de imortalidade. Além disso, não construíam as esculturas com proporções humanas exatas. Isso ocorria para ressaltar o status de superioridade das divindades e faraós. Há ainda para Martins e Imbroisi um tipo específico de escultura (2011):

“Os Usciabtis eram figuras funerárias em miniatura, geralmente esmaltadas de azul e verde, destinadas a substituir o faraó morto nos trabalhos mais ingratos no além, muitas vezes coberto de inscrições.”

Na Grécia antiga, ocorreu o apogeu das esculturas. Nesse período, um dos tipos predominantes de artes visuais, era a escultura. Os escultores gregos não esculpiam a realidade. Esses artistas esculpiam o que seria o ideal para o corpo humano. Dos músculos da região da barriga até a face, esculpiam o que seria um corpo “perfeito”. Esse período da história da arte pode ser dividido em três:

Período Arcaico: Esculpiam em mármore e o peso era distribuído igualmente. Em geral, a figura estava em posição frontal.

Período Clássico: Utiliza-se o bronze por ser mais resistente e poder dar movimento às esculturas.
Período Helenístico: Essa época é marcada pela incorporação de emoções nos movimentos e feições das esculturas.

Para Martins e Imbroisi (2011) os principais escultores foram:

“• Praxíteles, celebrado pela graça das suas esculturas, pela lânguida pose em “S” (Hermes com Dionísio menino), foi o primeiro artista que esculpiu o nu feminino.
• Policleto, autor de Doríforo - condutor da lança, criou padrões de beleza e equilíbrio através do tamanho das estátuas que deveriam ter sete vezes e meia o tamanho da cabeça.
• Fídias, talvez o mais famoso de todos, autor de Zeus Olímpico, sua obra-prima, e Atenéia. Realizou toda a decoração em baixos-relevos do templo Partenon: as esculturas dos frontões, métopas e frisos.
• Lisipo, representava os homens “tal como se vêem” e “não como são” (verdadeiros retratos). Foi Lisipo que introduziu a proporção ideal do corpo humano com a medida de oito vezes a cabeças.
• Miron, autor do Discóbolo - homem arremessando o disco.”

Já na arte romana, apesar da grande influência grega, a busca era pela representação da realidade. Ou seja, não criavam um ideal de beleza. Os escultores romanos tenteavam retratar as figuras humanas o mais próximo da realidade.

Na arte paleocristã, não houve grandes representações de esculturas. Pois, o cristianismo estava em seus primórdios e a comunidade paleocriatã estava em constante deslocamento territorial. As esculturas não seriam fáceis de serem transportadas. Na arte bizantina, também não houve grandes representações em escultura. Isso ocorre porque não queriam ligar a arte cristã aos deuses gregos.

Na arte islâmica, não se podiam representar imagens de pessoas sagradas para não causar idolatria. Assim, não foi tão expressiva a escultura para esse povo.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


GOMBRICH, E.H. (Ernst Hans). A História da Arte. Rio de Janeiro: LTC, 2011.

MARTINS, Simone R.; IMBROISI, Margaret H. História da arte. Disponível em: http://www.historiadaarte.com.br/linhadotempo.html, s.d. Acesso em 13 de agosto de 2015.

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